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Temos a arte para não morrer da verdade, Viv'a'rte !

Menosqueu e seu coração, num mundo onde tudo podeacontecer.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

...(É a hora de parar)...

Esse é o último post deste blog infiel que me trai a cada postagem, o tinha como amigo, mas foi num golpe de vista que perdi o apreço por ele. Começou a contar tudo sobre mim... Onde já se viu isso! Talvez a casa onde eu esteja hospedado contribua com isso. Donas de pensão sempre fazem fofoca. Parar de escrever? Quem disse isso? Jamais !
Mudarei o separaprapensazinho para outra localidade. Uma coisa que proporcione uma coisa mais séria e críitica, onde não ponha tanto sentimento nas minhas palavras, o Sr. Wordpress parece ser bem convidativo. Bom, sobre Menosqueu, os últimos capítulos, guardarei comigo. Talvez um dia revele a alguém que mereça saber o final da história. Como me disse uma pessoa a uns 5 meses atrás:” do amanhã nunca se sabe”. Mas agora é hora de parar. É hora de parar pra pensar e separar depois, talvez dê tempo de reparar tudo e reparar no futuro. Aguardem novo layout. Será algo que as pessoas buscarão informação, crítica e critérios, acima de tudo critérios. Já que eu não sou poeta. Cansado? Com toda a certeza. Mudado? Absolutamente. Poderá ver no meu blog isso, a frieza nas minhas palavras será uma coisa forte. Sim, estou cantando uma bola que não sei se vou acertar. Talvez bata na tabela. Tá, tá bom! ... Falarei de sentimentos sim, mas nada de explicações, nada de métodos ou análises, haverá mais gotas de subjetivismo e menos teorias (manias né, fazer o quê?).
Eis o fim... Eis o vazio... Sem mais despedidas. Até ao Wordpress!


uma breve estatística, foram:
1 semetre de vida no Blogspot.
Exatas 70 postagens.
31 capitulos de um livro ( que não tem fim).
39 textos, sendo 3 poesias. e 4 "para descontrair" e 1 post de agradecimento.
Uma História sem nome ( a da princesa ).
 Enfim .. foi isso. Foi bom estar com vocês, até a nova vida.
Separaprapensa.


domingo, 9 de novembro de 2008

...(AUTO QUESTIONÁRIO)...


- bom qual seu nome?

 

R: Leandro Fabris, por todos conhecido por Lugo.

 

 

- o que você faz?

R: sou estudante de publicidade e propaganda, pesquisador de semiótica e tento cuidar da empresa dos meus pais.

 

- tenta?

R: podemos mudar de assunto, isso é uma coisa que não consigo falar muito bem, talvez por uma questão de espaço e credibilidade.

 

- tudo bem! Enfim, fale mais sobre a semiótica?

R: Resumindo algo impossível de resumir, a semiótica é algo inato, somos semiosticista a por natureza, tudo que eu faço e entender melhor tudo o que a semiótica te diz. Elaborando métodos que me ajudam a dar o próximo passo, com firmeza “confiando no meu taco”. E Geralmente não tenho errado

 

- Logo você analisa o que se vê? As situações, diálogos e etc?

R: Sim, é isso mais ou menos.

 

- Tem alguma doença?

R: física? Acho que não, fora à sinusite. Psicológica: nenhum fora à insegurança.

 

- Mas a semiótica? Mesmo com tantos métodos e teorias você se sente inseguro?

R: ah! Sim, a semiótica entrou há pouco tempo na minha vida, Ainda me sinto inseguro em algumas situações.

 

- Que situações, por exemplo?

R: Que falam do coração, tento até hoje, não nego que às vezes procuro tentar explicar, acreditar que sentimentos não existem, pois segundo a semiótica o que não se vê não se pode explicar. Mas quando há assuntos que mexem com o coração, me sinto como um bebê que brinca com uma faca, não sabe o perigo que corre. Tenho medo de me lançar e me afogar de novo.

 

- De novo? Então vc já amou?

- Não sei, a semiótica não me ensinou a explicar o passado. Isso eu sigo a ferro e fogo.

 

-Bom, vamos fazer um jogo de perguntas rápido, certo?

R: tudo bem.

 

 

Uma paixão?

- Semiótica e propaganda.

 

A melhor banda?

- Los hermanos

 

 Pessoa que te faz mais bem hoje, nesse momento?

- Clau... ops. Escapou!

 

Escapou? Como assim? Quem é Clau?

- Ah! Ela é uma menina que põem a prova tudo que eu estudei, todo o que eu defini, nada se aplica a ela. Ela me provou sem dizer nada que teorias não podem ser generalizadas. Sim confesso que ela feriu meus ideais e me deixa confuso e inseguro. Mas no fundo no fundo, quero descobrir seus mistérios. Com ela não há estratégias de observação ou semióticas.

 

- Nossa ela fez tudo isso?

R: é, não sei como, mas fez...

 

(silêncio)...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

...( )....

Como toda história de princesa que usa vestido e coroa de brilhantes vai começar com “era uma vez”, mas o desfecho dessa história só dependera do modo que você a olha!

Princesa Cacau, no seu quarto, protegida por enormes soldados, se sentia presa, pois não podia passear pelo seu maravilhoso reino de chocolate, onde tudo era de chocolate. Havia um chafariz onde jatos de achocolatado jorravam fazendo desenhos no ar. Rosas de chocolate davam um certo requinte ao seu reino! Sem falar do rio de chocolate...E da ponte, e das estatuas, sem contar a cama, as escadas, quase tudo era feito de chocolate no seu reino. Princesa Cacau tinha um colar de chocolate cujo pingente era um coração de chocolates com diamantes. Tal relíquia já havia quase sido roubada varias vezes. Princesa Cacau prometeu entregar o pingente ao homem que merecesse seu coração. Já tentou dar varias vezes a vários príncipes lindos, feios, super ricos e de reinos mais humildes, mas sempre o tomava de volta. Nenhum deles o merecia.

Cacau era enclausurada desde o começo do ano, pois uma gangue de gafanhotos malvados ameaçou na praça da cidade de chocolate a roubar aquele pingente no qual estavam todos os sentimentos da bela princesa.

Um certo dia a ameaça se concretizou numa tentativa muito eficaz de roubar o colar. Mas Cacau gritava tanto e se debatia no seu quarto maravilhoso, bem organizado e de chocolate também, que os malvados gafanhotos resolveram leva-la junto com o colar, ou seja, o assalto havia se tornado um seqüestro.

Dom Crocante, seu pai desesperado pelo rapto de sua filha convocou os melhores príncipes e os maiores cavaleiros do reino.

Essa noticia correu pela bela cidade e chegou aos ouvidos de um pobre poeta que passava os dias escrevendo sobre amores platônicos. Bem, mas chegou aos ouvidos dele com um toque diferente, todos naquela cidade gostavam de sacanear o jovem poeta Menosqueu. Disseram que no reino de Dom Crocante estava tendo um concurso de poesias, onde a recompensa seria uma fortuna em ouros, dada em troca da melhor poesia, quando na verdade a mão da bela Cacau seria entregue á quem resgatasse ela das mãos da terrível gangue dos gafanhotos malvados! Bem, ingênuo que era o Poeta Menosqueu, foi pensando em ficar rico. Veio em sua mula Mustafá, trovando com seu banjo capenga ensaiando cantigas de amor, para cantar na presença de D. Crocante. Chegando diante dos portões percebeu que só havia ele. Mas mal ele sabia, que sua solidão era devido a nenhum príncipe ter coragem suficiente para enfrentar a gangue dos gafanhotos malvados, ele também não teria se soubesse da real história. Mas acho melhor estar sozinho, não gostava de pessoas concorrendo com ele.

Entrou então no reino de chocolate, estavam esperando: O Rei, os guardas e os brigadeiros do reino. Ao descer da mula Mustafá, Menosqueu se enrosca nas rédias e cai. Apoiando-se em D. Crocante, e descendo agarrou em suas calças e as deixou em mesmo nível que o chão. Fazendo os brigadeiros as faxineiras e todos segurarem a risada. D. Crocante, subiu a roupa real e foi falando em tom sarcástico, como se nada tivesse acontecido:

- É já vi que só tem você mesmo. Por isso não haverá disputa, pode ir pegá-la!

Menosqueu achou estranho, e perguntou:

- Mas pegá-la onde?- Achou se tratar de uma grande barra de ouro – Ela é grande? – completou a pergunta.

E dom Crocante respondeu:

- Sim grande um metro e setenta e cinco centímetros e você pode pegá-la atrás da Floresta dos Insetos. Mas antes você tem que assinar um contrato.

Menosqueu exitou um pouco, mas assinou sem ler mesmo, achou que se tratava de algum contrato para um emprego maior ou coisa assim.

Assinado, o rei diz:

- Agora vá, cavaleiro desastrado e traga minha filha com vida das mãos daqueles gafanhotos!

Menosqueu releu o contrato. Eis o que estava escrito:

 

Eu Menosqueu Petit Dou em troca da mão da jovem princesa Cacau todos os meus esforços para resgatá-la.

E a trarei viva, com seu pingente de diamantes.

E qualquer quebra de contrato dará ao rei D, Crocante controle total sobre a minha vida.

 

Menosqueu olhou aquilo e levou as mãos á testa como se martirizasse sua burrice. Não tinha coragem de lutar nem contra borboletas, quem dera gafanhotos malvados. Não tinha escolha o jovem, ou era tentar salvar a princesa ou era submissão pro resto da vida.

Menosqueu juntou suas coisas colocou seu banjo nas costas, montou em Mustafá e seguiu bufando e se punindo dizendo para ele mesmo:

- Oh, contrato desgraçado, ou contrato mal feito!

E seguiu, bem na entrada da floresta ouviu um zunido se aproximando uma vozinha fina irritante e fanha dizendo:

- Sai da frenteeee!

E em seguida uma batida muito forte nas costas que levaram o banjo, Menosqueu e Mustafá para frente deles mesmos.

Ele olha para trás se recompondo na mula e pergunta quem é ela. Ela responde que era Aluada a fada de companhia da princesa iria ajudá-lo a resgatar Cacau. Mas pediu ela que tivesse paciência, pois aquela gripe havia desregulado seus poderes. Menosqueu não sabia o perigo que corria estando sob a cautela de uma fada gripada. Começaram as caminhadas e Menosqueu ia se acostumando com as surpresas que vinham a cada espirro. A mais estranha foi à vaca que surgira do nada na sua frente, Mustafá assustou e deu um pulo ao ver o bovino que surgiu na sua frente. As labaredas, despencadas de sapos, salamandras cantantes eram simples detalhes depois daquela enorme vaca.

Enfim, chegaram ao esconderijo dos malvados gafanhotos. Menosqueu ficou quietinho esperando os guardas se recolherem enquanto tomava coragem para invadir.

Contou: Um, dois e quando ia sair correndo... Tropeçou em uma coisa que o fez fazer muito barulho e chamar a atenção de todo mundo. Olhou para baixo e viu algo pintado de vermelho com bolinhas pretas, reclamando com a voz embargada e uma garrafa de tequila a tira colo. Ele perguntou:

- O que é isso?

E a coisas respondeu:

- Isso? Isso foi a maior dançarina da noite da Europa, isso foi uma estrela um dia! Agora num passa de uma joaninha mendiga, que tem como companhia – pausa para soluço – a tequila.

Menosqueu ia responder as palavras da Joaninha alcoólatra quando os gafanhotos pegaram a todos, apenas a esperta mula se safou, pois se fingiu de morta na hora certa. Levaram Menosqueu, A fada moribunda e até a joaninha que não tinha nada a ver com aquilo entrou na dança.

No calabouço do Covil dos gafanhotos, estava Menosqueu algemado, A joaninha enjaulada que fazia todos os esforços possíveis para alcançar a garrafa de tequila, da qual fizeram a maldade de separá-las e Aluada numa redoma de vidro e a cada espirro mudava a cor, estava sentado e conformada com a gripe crônica.

Barulhos nas escadas assustaram o grupo de condenados ficaram em silêncio ouvindo a conversa entre os gafanhotos;

- Nossa, mas aquela princesa grita de mais! É fresca! Nossa não pode existir refém pior!

Responde o outro ser do mal:

- Sim, pior que aquela desgraçada escondeu aquele pingente em algum lugar que não sabemos onde está. Fez muito bem o chefe em escondê-la na: Grande Torre da Solidão, onde NENHUM amor pode alcançá-la.

O outro confirmou:

 - Isso mesmo, fez muito bem!  

A fadinha olhou para Menosqueu e tentou dizer com os lábios: “Eu sei onde é”. Mas Menosqueu não entendeu e ela repetiu, Menosqueu ainda não entendia. Ela foi tentar repetir de novo, quando um espirro a atacou sem avisar. Ele foi tão forte, mais tão forte quer deixou a sala rosa, Menosqueu maquiado como umas das concubinas do reino, a joaninha vestida para uma apresentação de gala. Mas também fez sumir todas as coisas que os prendiam naquele calabouço. Os gafanhotos guardas viraram bonecas de porcelanas.

Nunca um espirro tinha sido tão desejado. Saíram daquela prisão, encontraram Mustafá a mula covarde ainda se fingindo de morta.

Recuperaram-se e foram direto para: A Grande Torre da Solidão, onde NENHUM amor pode alcançá-la. Menosqueu conseguiu se livrar daquela maquiagem maldita. Mas as pequenas joaninhas bêbadas, que agora era membro daquele grupo, não quis tirar aquela roupinha e foi a caminho todo procurando inventar um número novo para o retorno a grande noite da Europa. Andaram muitas léguas, até chegar na: A Grande Torre da Solidão, onde NENHUM amor pode alcançá-la. Mas chegaram. Menosqueu e Aluada combinaram que ela tentaria transformar Mustafá num cavalo e a joaninha problemática em escudo e aquela bela garrafa da mais bela tequila mexicana em uma cortante espada. E assim tentou. Falou as paradas mágicas, mas na hora da de finalizar o feitiço ela deu uma fungada e Mustafá que era para se tornar um dragão, se tornou um cavalo marinho, a joaninha virou uma bela tampa de lata de lixo, e a garrafa se tornar uma bela vassoura.

Menosqueu viu-se enrascado, mas achou melhor não tentar concertar. Resolveu voar em seu cavalo marinho e sendo protegido pela sua tampa de lata de lixo e sua vassoura varrente. Mas durante a decolagem ele pensaria como faria para entrar lá. Já que a: A Grande Torre da Solidão, onde NENHUM amor pode alcançá-la, era enfeitiçada. A fadinha disse que um verdadeiro amor poderia entrar na tal: A Grande Torre da Solidão, onde NENHUM amor pode alcançá-la.

Agora sim ele estava confuso, nem ele sabia o que sentia, só sabia que deveria tentar resgatar a bela Cacau.

Ele vuou rapidamente em direção aquela janela, Mustafá nunca havia voada, ainda menos naquela velocidade. Mirou na janela, bem no meio, mas numa desequilibrada enroscou a vassoura no batente inferior da janela, rodopiou e caiu em cima da princesinha chorona. Encostado meio que sem querer os lábios nos lábios dela. Sim, foi um beijo roubado. Menosqueu sentiu uma sensação confusa, porém muito boa ao roubar sem querer aquele beijo.Idescritivel, diria. Reconpuseram-se daquele insidente e levantaram. Menosqueu ainda muito envergonhado e não tão diferente estava Cacau. Barulhos na escada denúnciavam a chegada dos gafanhotos. Nesse momento quebra o silêncio a bela princesa:

- Então, grande cavaleiro, o que faremos?

Menosqueu sem encontrar palavras fala para a bela princesa:

- Cavaleiro? - riu - Eu não sou cavaleiro, não sou da nobreza. Mas um pequeno poeta sou!

Cacau, espenatada disse:

- Mas papai sempre manda cavaleiros, porque mandou poetas desta vez?

Menosqueu:

- Não haviam cavaleiros corajosos o suficiente, nem poetas, mas uma coisa aqui dentro me dizia que deveria salvar você, confiar em mim e nos meus versos discretos!

A porta foi forçada alguamas vezes. A princesa recompos Mustafá, montou na mula-marinha e disse ao poeta:

-Vamos depois você declama esse poeminha, mas agora não temos tempo!

Menosqueu subiu na montaria, a fada aluada os esperava lá fora, e a cada espirro trocava a roupa dos gafanhotos-guardas, que tentavam acertá-la com pedras.

Subiram quase perto da lua, tão rápido que as lágrimas era extraidas de seus olhos. Mas enfim fugiram daquela torre onde a linda princesa do coração de chocolate que jamais derretia, estava aprisionada. Viajaram a noite toda. Menosqueu sentindo os cabelos de Cacau lamberem seu rosto. Nesse mesmo momento era impossivél não compor versos romanticos para aquele momento. 


(Agora com certeza continua ....)

...(A noite sob a ótica de Menosqueu)...

A paciência é uma virtude quando se gosta de alguém; É engraçado com a prudência evita de levar tudo á perder no jogo da conquista. As vezes o objetivo demora a ser alcançado. Uma pessoa poderia muito bem desencanar, por não conseguir o que realmente quer em uma noite, ou põem a perder tudo por precipitação. As vezes a parcialidade de um objetivo compensa muito mais do que a vitória da conquista. Aproveite antes de tentar alguma coisa, para estudar... Entender  o que realmente quer. Pois nessa brincadeira da conquista é como no Poker, onde se pode blefar para jogar um pote muito alto na próxima rodada. E sempre há uma próxima rodada, ao menos que você saia da mesa, coisa que não farei. Sim, mudei a pessoa do texto do nada, pois darei o testemunho de um amigo meu. O famoso Menosqueu:

Ele passava a noite toda olhando aquele sorriso, contemplando os seus jeitos, fazendo de tudo o que era possível para guardar na memória aquele cheirinho de menininha. E não sabia o que fazer com as mãos, se a tocava sutilmente, se a encostava na outra mão dela. Enfim, estava perdido. Fazia de tudo para escutar aquela vozinha tão meiga, fez tanto que a conversa acabou sendo mais envolvente que o próprio filme, que nesse momento já estava na metade. As brincadeiras que levavam as gargalhadas dela, coisas idiotas, que o faziam pensar, “mas porque diabos eu disse isso”. Entretanto as gargalhadas eram recompensantes.

Eis que o filme acabou, a luz acendeu e os aplausos rolaram. Mas não eram para Menosqueu. Menosqueu não fizera nada, passou o tempo todo exitando com medo de por a prova uma coisa importante também, a intensão de amizade que tinha. Confessa ele que sairá triste daquele filme. Se achando um perdedor, mas no fundo sabia que era precipitação ainda. Esse era o novo Menosqueu, prudente e estrategista, mas triste por um momento.

No seu carro já, respeitava o limite de velocidade, pois queria demorar o máximo para chegar em casa, queria lembrar a noite toda daqueles olhinhos! Até que uma palavra chega no seu celular, era do telefone dela. Dizia: “gostei”. Menosqueu esboçou um sorriso e acelerou, queria chegar rápido em casa, está noite sonharia com uma bela menina num céu de baunilha.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

...(Tudo tem que ter um começo, depois se pensa no fim.)...


Eis o nascimento de mais um, incomum alias. Surge mais um blog na Internet. Poderia essa ser uma noticia corriqueira, da qual não déssemos atenção. Mas hoje foi criado o “sobrethi”

Do que ele vai falar ? Sei lá? Com certeza algo de conteúdo, é o que podemos esperar de Thiago Silva. Ele não vai nos decepcionar. 

Acessem

http://www.fotolog.com/sobrethi

 

Para ajudá-lo segue algumas dicas sobre cuidados com seu Blog:

 

- Blog é um filho que nasce, o que você escreve nele é o seu reflexo;

- Blog merece um esmero, dedicação e vontade. Caso você não tenha isso. ESQUEÇA!;

- Nem sempre um bom blog é um blog famoso;

- Nunca negue divulgação de blog para ninguém, lembre-se um dia você precisou ser;divulgado;

- Um blog tem mais movimento do que você pensa, tempere-o com vídeos, fotos e matérias de outros blogs;

- Seu blog não é único, pesquise outras opiniões e divulgue também;

- Se possível, tenha uma equipe, com editor e revisor, nem que seja um amigo, ou outro Blogueiro. Impossível escrever redigir e editar sozinho;

- Faça dos seus leitores, seus melhores amigos, aceite opiniões;

E por última...

Coloque seu endereço em todo lugar da Net. Quem não é visto não é acessado. 

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

...(Reparar é uma questão de ótica)...

Repara no que fez.

E repara o que fez.

 

Reparou direito?

Pois está tudo errado.

Repara o reparo que fizeste

 

Repara de novo, Bem reparado agora.

Repara, agora na diferença que ficou.

Reparou?

Nessa parte, pelo menos nessa que podemos ver.

 

Repara como parece bom.

Mas esse reparo não tá bom não.

E essa sua vida de reparos?

Você não repara, que para ela não há reparos.

Repara o que podemos ver.

 

E o que podemos ver é o que podemos reparar

E reparar é uma questão de ótica.

E para essa questão, não há reparos.

Assim com  não há reparos para o que foi.

Repara que sempre tentamos reparar o passado?

Reparamos nele até de mais.

 

Reparamos tanto, que o que acaba se tornando irreparável.

É o agora.

Acho que todo mundo reparou que, hoje não há tempo.

para reparos, repararemos no relógio, ele corre!

E não há reparo para o segundo passado. Só para o seguinte

Dependendo de como você reparar e reparar o atual.

É tudo uma questão de ótica. Pode reparar.

 

 

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

...(Eu sou aquele que sempre fui, lembra ?)...


Eu, que sou aquele que você não quis

Infelizmente, me torno aquele feliz, que você não viu

Claro, que agora sou aquele que espera um assovio

Com o seu nome

 

Mas de quarta,  sou um aquele lá, que não pode se explicar.

Quem em capítulos, tenta lhe falar.

Coisas que aquele que você conheceu, não conseguiu balbuciar.

Sou aquele que você se virou.

Virei aquele que você amou.

 

E por um segundo.

Não me torno aquele que mais odeio

E nesse rodeio de personagem.

Deixo pro final da mensagem.

Para me tornar, aquele cujo o olho chorou

Enfim, resumindo, sou aquele que sempre te adorou

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

(31) Com concisão e coesão se pode ir até Paris, disse Internero em meias palavras.

Explorê bateu à porta de Menosqueu antes que ele saísse de casa, o homem descabelado com óculos fundo, estatura média e roupas amassadas, entrou sem pedir permissão assim que Menosqueu abriu a porta. E disse sem delongas:
- Seu safado – beijou as bochechas e Menosqueu – Você está fazendo sucesso perante a crítica. Bastardo!
E Menosqueu terminando de arrumar a camiseta disse:
- Obrigado. Batista, mas o que estão dizendo? – Pergunta Menosqueu.
- O que estão dizendo? Estão lotando minha caixa de entrada e meu correio perguntando: Quem é esse tal Menosqueu? Ou: Quem é esse tal Leandino?
E dizem além, falam de como ele é atrapalhado- ria em meio a fala- Dizem que Leandino é o melhor exemplo do que não se deve ser feito! – E Batista ria em meio aquela debandada de informação.
Menosqueu, orgulhoso dele mesmo sentiu-se bem, aliviado por fazer alguma coisa certa enfim. Acompanhou Batista e seu fedorento cigarro até o térreo. E os dois seguiram seus caminhos. Menosqueu conciso e coeso das suas idéias.
Antes de se despedir Batista disse à Menosqueu acenando:
- Se cuide, assim vai acabar indo à Paris... Se cuide Sr. Petit!
Ele não entendeu nada do que disse Batista, acho que era mais uma viagem da cabeça fértil e aluada de seu amigo, patrão e por que não: Professor.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

....(para descontrair)...


Olá pessoal! Há quanto tempo não coloco um "para descontrair" aqui né ?
Bem, Perguntas? Algumas!
Uma menina, semama passada me indagou sobre a presença de Queróvida no livro.
Peço para que ela aguarde, afinal previ o final para o 45, não foi?
Eu de fato não sei o que vai acontecer, respondi para a moça não ser preciptada, não é promessa! Veja bem, mas o mundo dá voltas, ma amie !
OBS: Tenho percebido a presença cada vez mais de mulheres nesse blog , =D
OBRIGADO MULHERADA ! (rs rs rs)

(30) O dia em que Menosqueu rompeu suas cordas.

Quase sem gasolina no carro, Menosqueu não se conformava, não queria ir para casa. Passa perto de Leofis, seu irmão, há muito tempo não o visitava, só se encontravam pelas ruas do complexo empresarial onde trabalhavam, afinal a empresa era herança dos pais de Menosqueu. Mas acontece que a empresa foi subdividida em vários segmentos, Menosqueu se especializava em um, enquanto Leofis em outro. Não se viam muito, apenas se falavam e muito formalmente, quando havia reuniões da grande cúpula da empresa.
Parou o carro em frente a grande casa de Leofis, uma casa belíssima, em estilo norte americano, com a frente e a entrada da garagem bem iluminadas e com certeza dentro daquela garagem havia mais de uma carro. Menosqueu parou em frente ao grande portão e tocou o interfone. Uma voz de mulher atendeu:
- Quem é?
- Pamlena ? – respondeu Menosqueu com outra pergunta.
- Quem é? – Não se modificou a voz do outro lado.
- Menosqueu.
- Nossa Menosqueu, quanto tempo... Já estou abrindo- Disse a voz afastando-se do telefone.
Ele entrou com o seu carro popular e estacionou perto das coleções de Leofiz. Mavericks e mais Mavericks se estendiam pela cumprida garagem. As escadas eram com um corrimão mais detalhado que uma porcelana chinesa, alias porcelanas chinesas e japonesas faziam parte da sua decoração. Chegando à sala estava Leofis e seus filhos. Leofis como de costume analisando suas moedas raras. Levantou-se e deu a mão a Menosqueu dizendo.
- O que te traz aqui, meu irmão?
- Nada só não queria ir para casa – Não mentiu Menosqueu.
- Precisa de algo? – Perguntou Leofis.
- Não, não só vim visitá-lo mesmo, saber se esta tudo bem com as crianças, desde o aniversário deles que eu não os vejo ( eram gêmeos).
- Ah, sim, muito tempo mesmo, mas se você estiver precisando de alguma coisa sabe que eu posso te ajudar. – Insistiu Leofis.
- Não, obrigado só foi pela visita mesmo, não posso sentir saudades do meu irmão?- Tentou mudar de assunto Menosqueu.
- Ah! Que bom que sentiu saudades, há tempos não o vejo, pensei que estava em apuros, Alias você nunca teve responsabilidade e eu com tudo que eu tenho sempre te ajudando.
Menosqueu novamente tentou mudar de assunto:
- Oh! Só vim visitá-lo, não receber criticas!
- É de fato você nunca soube ouvir criticas mesmo, desse jeito não vai chegar a lugar algum, ainda mais com essas roupas.
Menosqueu não entendia mais nada daquela conversa, nunca ligou para roupas, desde que ele se sentisse bem dentro delas, não entendia onde as vestes de Menosqueu se encaixavam nisso tudo. Ainda não contente Leofis continuou:
- Além do seu carro, como um dono de empresa pode andar assim? E empresa essa que por varias vezes você quase faliu, se não fosse o Sr. Luis reerge-lá!
Menosqueu irritadíssimo já fez caras e bocas e perguntou:
- Mas porque Leofis? Tudo isso?
E ele perdendo as estribeiras respondeu:
-Pois você não passa de um irresponsável, Menosqueu, eu sou Livre docente da minha universidade e você o que é?
Menosqueu já tinha entendido tudo naquele momento, reparou no anel de titulação no dedo de seu irmão:
- Já sei do por que disso tudo! - E se virou, mas nesse momento, infeliz momento, Menosqueu desastrado, esbarra na tabua de moedas de Leofis e elas vem ao chão, espalhando –se pelo piso de mármore polido. Leofis num acesso de raiva grita em meio a sala:
- Seu lazarento irresponsável!
Menosqueu não gostou do insulto e falou:
- Hey, Leofis...
Cortou leofis:
- Fez de propósito! Irresponsável!
Menosqueu, sentiu-se horrível e em uma argumentação cretina, e no mesmo tom alterado de Lofis gritou:
- Não sei o que acontece com você, mas eu não tenho nada á ver com isso! Você não pode definir, prejulgar ou até mesmo avaliar pessoas! Você não é ninguém para isso!
Nessa hora Pamlena entra na sala assustada e Menosqueu aproveitou a ocasião para ir embora dizendo:
- Pamlena, por favor abra a garagem que sairei e não quero mais vir aqui ou falar com alguém dessa família. Esse não é meu irmão, ele morreu para mim!
E desceu as escadas ouvindo os berros de Leofis pela sala ainda. Pegou seu carro e saiu em disparada pelas ruas daquele nobre bairro.
Parou em qualquer lugar e como de costume mergulhou dentro de si novamente.
De fato aquele não era seu irmão, a ambição subiu aos seus pensamentos. Como? Ele não sabia, mas não daria para conversar com alguém que subia em cima das pessoas só por ter uma titulação ou um cargo a mais. Ele não tinha atitude sobre a vida dos outros. Menosqueu não sabia lidar com pessoas assim e realmente, não queria vê-lo mais. Era agora, realmente sozinho, não havia nada que o ligasse a essa terra, os amigos de Menosqueu seriam sempre seus amigos em qualquer lugar do mundo. Aquela discussão idiota definiu muitas coisas na sua cabeça, mas que deveriam ser melhor esplanadas. E seriam ditas, ou tocadas no momento certo, mas já haviam sido decididas. Agora Menosqueu não tinha dúvida que só poderia contar com ele mesmo para resolver suas coisas. Decidiu voltar para casa, agora sim estava com sono:
- Chega de idiotices por hoje! – Disse para ele mesmo.
E realmente era muita coisa errada para um dia só. Era melhor ele serenar seu coração com uma bela noite de sono.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

...(Blogs de Aluguel)...

Não tem como não comentar a reportagem da revista IMPRENSA deste mês, que exibe uma reportagem sobre blogueiros. Toda a discussão é trabalhada num assunto que andou rolando pela Internet, em que nove blogueiros receberam uma geladeira com uma entrada USB, onde dentro havia uma amostra do novo produto I9 da Coca-Cola. Bem todo o causo se deve a outros blogueiros criticarem isso tudo, dizendo que blogs não são mídias para que as marcas divulguem seu produto. Blog é uma fonte critíca de informações, um lugar onde se busca repertório, e iria além, diria uma fonte de inspiração.Bem, não vejo nada contra, empresas criarem seus blogs (coisa comum hoje), mas usar blogs como uma simples mídia, é banalizar as idéias nele constatadas. Não estou aqui para criticar os nove blogueiros que aceitaram o polemico ”mimo”, critico a idéia de “formidável” dos mídias em verem os blogs como apenas mais um meio. Um blog não é um jornal onde se vendem as colunas, linhas e espaços. Um blog não precisa da mídia para viver. Também não critico quem ganha dinheiro com blogs, não há mal nenhum nisso, mas sim o canibalismo dos mídias que não perdoam nada. Será que falta espaço na Internet, por isso que os responsáveis pela mídia das agencias estão apelando? Com certeza não, esses canibais querem consumir quanto o máximo possível de mentes, sejam elas na Net ou no mundo concreto. Não é certo alugar blogs para divulgar a marca. Isso é falta de criatividade para promover, é falta de capacidade de falar e criticar eles mesmo é se aproveitar das idéias pessoais, ou não pessoais, tanto faz para mostra-se ao consumismo. Há tanto lugar onde se possa divulgar-se, Existe tanta mídia, que os simples blogs poderiam ficar ilesos dessa. Bem, fica ai um breve comentário sobre a matéria da revista IMPRENSA, desse humilde blog, lido por poucos.

...(Desculpa meu amigos pelo o que eu disse)...

Bem, esse é um post vitimizado, sim !
Bom, primeiramente, desculpe-me pelo atraso, mas infelizmente meus horarios sairam do controle essa semana e com certeza não postarei na data combinada essa semana também.

Em segundo lugar, peço que me perdoem sobre os capitulos de Menosqueu, bem ainda não decidi o que farei com ele, creio que ele esteja perdendo seu encanto, ou eu que estou perdendo a vontade de escrever sobre ele. Não sei ainda, mas prevejo o final dele por volta do capitiulo 45. Bem, não era pra ter fim, mas me ensinaram que tudo, mas tudo mesmo, tem um fim.

E por último, mas não menos importante, peço desculpas para alguns leitores que ficaram indgnados com o post da semana retrasada, não quiz ofende-los, era só para dar um requinte ao texto. ( brincadeira =D ) Minto era para que se indgnassem mesmo, era para que se revoltassem com isso. Mas confesso que apesar da leitura de vocês, receio em falar sozinho.

abraços ..
Separaprapensa

...(Ode para um idiota)...

Ò, meu irmão como és sujo.
O que me dizes és engraçado
Estais falando que és melhor ?
Que absurdo!

És doente por sua prepotência
E não acreditas?
Por que ri de mim e me chama de incapaz
O que de melhor você faz?


Não é Jesus, que por nós sofreu.
Muito menos te louvo como um deus
Sua prepotência é seu calvário.
Toda a minha admiração
Enfio no teu rabo

Junto com o que pensas
Lembre-se, não preciso de você.
Se te ajudo é por que antes te amava.
Agora, só terás de mim a força armada.
Dos meu dizeres que te corroem como
a doença que você tem
Sua prepotência

...(Palavras sobre a prepotência)...

Dizer palavras bonitas, ter titulação, ou até mesmo resolver alguns problemas corriqueiros, não é ter eficiência no que faz, muito menos reuniões dão a habilitação para que as pessoas sejam, ou se achem superiores as outras. Nada disso dá ao direito de gritarem com as outras de ofendê-las. Não há espiritualidade no mundo que de condições suficientes para que alguns menospreze outros perante á indivíduos. Quem são os humanos para definir a capacidade de outros, inteligência ou até mesmo definir valores? ” Do pó viemos e para o pó iremos”. Assim foi dito. A necessidade de auto-afirmação é capaz de subir pela cabeça das pessoas? a Sensação de poder (ilusória, diria) é tanta para que haja a discórdia e subtração da auto estima alheia, por um simples desentendimento? Não existe problema pessoal que justifique essa pergunta. Isso pode levar a pessoas á não mais se falarem, faz o respeito ir ao limbo e por lá ficar. Não há mais essa palavra, “respeito” quando a sensação de poder sobe à cabeça. Voltando a falar sobre auto-afirmação, ela é fielmente dependente da fragilidade, segundo teóricos, ela vem da necessidade de que as pessoas se sintam melhores que as outras, antes que outras questionem sua capacidade. Que não é nada certo, pois não se é senhor de ninguém para que haja questionamento da capacidade. Isso, o questionamento, gera ofensa, que gera baixa estima, que geral conflito e o conflito é o principio do caos, Será difícil às pessoas entenderem que não há pensamento correto. Já dizia um filosofo, cujo nome pouco é importante: Só sei, que nada sei! Nunca se ouviu alguém falar: Só sei, que sei de tudo! Ou: Só sei que, sei mais do que você! Lembre-se que idade não tem nada a ver com isso, nem o empirismo, Tudo que há, são experiências diferentes, não melhores. Jogar, escarrar na cara de alguém que ele é incapaz, não é ser melhor, nem mesmo inferir coisas sobre fatos e prejulgá-los e concluir faz disso um ser melhor pessoa, ou mais capaz que outras. A conclusão será sempre a mesma: “Eu, e somente eu, tenho a razão, pois sou melhor do que você, são minhas conclusões, não há sua versão, só existe uma visão, a minha visão, toda a visão superior, por que eu tenho problemas e eles são piores que os seus, logo a razão superior é minha” Este é um modelo básico do que se é pensado em frações de segundo antes de despejar sua “santa superioridade”.
Pessoas assim não se devem dar ao luxo de serem sociáveis, de serem ouvidas, morreram na própria prepotência. São doentes e não percebem, todo o mal acontece com elas, pois elas atraem isso. Uma coisa atrai a outra. Nunca se deve falar com pessoas assim.
Bem, passei esse tempo todo sem me pronunciar nesse texto, mas agora não tem como fugir da primariedade da pessoa. Não ouso trocar argumento com esse tipo de pessoa, seja ele quem for. Como já disse antes, ela não percebe que é igual, que a pólvora de uma bala pode corroer a vida dela assim como de todas as outras. Que ele não é nada á não ser pó.
Não argumento com pessoas assim, pois elas atraem doenças, atraem o fim, Não quero o fim. Minha capacidade deve ser provada para mim e somente isso. Ninguém além de mim pode falar da minha vida, da minha capacidade e muito menos da minha responsabilidade. Isso não o faz ser diferente, pelo contrário a faz fazer parte do senso comum. Termino essas palavras com um poema que resumirá tudo que penso.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

..(desculpe, mas não postarei nada hoje)...

Bom, se alguém no mundo tem algum apreço por esse blog ( receio estar falando sozinho), peço desculpas hoje , pois não postarei.
O motivo?
Não sei talvez o frio, o clima, o nojo, ou até mesmo a burrice tenha me afetado por hoje. Talvez minhas referências estejam caídas, velhas e ultrapassadas.
Talvez eu tenha caido na real, de que eu não levo jeito para isso mesmo.
Ahhhh já sei ... Criatividade acaba ? Pode ser isso também, assim como a paciência.
Poderia jogar uns textos de alguns amigos aqui, mas resolvi ser sincero com vocês ( ou com ninguém).
Mas é isso, hoje só um breve comentário, que não comentar coisa nehuma e muito menos dar explicação para a falta de postagem de hoje. Enfim, não haverá mesmo.
Poderia enrolar vocês dizendo que a simulação do Big Bang é prioridade, enquanto a fome e a pobreza africana corroe nosso irmãos. Poderia comentar sobre as pessoas que falam tanto de Deus e Jesus Cristo, mas fazem as coisas erradas de todo os dias. Quem somos nós para ensinarmos sobre Deus, matamos seu filho, único filho, nosso senhor ( Original essa frase, não ?). Poderia falar sobre os universitários, que agem como se estivessem na quinta serie. Mas seria a mesma coisa, nada mudaria. Seria mais um Bbog, dizendo mais uma coisa, que as pessoas diriam: " - Nossa muito bom seu texto!" E acabaria ai, a próxima postgem chegaria, e o aquele texto maravilhoso todo idealista seria só mais um.
Por isso meu silêncio, ou minha postagem em branco, pode ser um grande protesto ou só mais uma postagem em vão.




















Eis o Vão !





























Bom, resumindo, não postarei nada hoje.
Abraços.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

(29) A última homenagem à um amigo

A semana tinha começado com um ar mais leve, se via o sol brilhando para Menosqueu. As Histórias que Menosqueu escrevia estavam indo muito bem, Explorê estava adorando as trapalhadas do Leandino nas histórias mais estranhas possíveis. Tais não eram uma coisa continua, tinham capítulos curtos com a temática imaginaria. Nas histórias as coisas aconteciam do nada e Leandino sempre se dava mal. Eram divertidas, mas com um fundo moral bem presente, dizia tudo que Menosqueu precisava dizer. E era realmente baseadas nas reais histórias do próprio Menosqueu, ninguém precisava saber disso, muito menos Internero. Em sua empresa, Menosqueu tentava revisar os textos escritos na madrugada anterior e mandava por e-mail pontualmente ao meio dia de cada dia.Inevitável era pensar em Queróvida, pensando no acontecia naquele domingo. As perguntas que invadiam sua cabeça eram a respeito dele, mas infelizmente ele já sabia responder, eram perguntas do tipo: - Será que eu estou me tornando um insensível? – Será que vou viver procurando uma pessoa em outros corpos, em outras vozes? – Será isso a conseqüência da canção mal tocada?Sabia ele que a resposta para tudo que ele perguntava era sim, mas custava a acreditar nisso. Tinha de provar para ele mesmo que as coisas iam ser assim agora. Balançou a cabeça e continuou montando o e-mail que dali a instantes seria mandado para Batista.Em sua caixa de entrada havia uma mensagem de alguns dias atrás de um endereço desconhecido. Pensava que a principio era algum tipo de vírus desses mandados por e-mail ou coisa parecida. Mas resolveu correr o risco.O abriu, era de uma pessoa desconhecida dizendo que uma cara, em coma alcoólico foi achado com o endereço dele no bolso, que esse cara estava em um hospital publico no centro da cidade. Ele respondeu a mensagem perguntando como essa pessoa tinha descoberto o e-mail dele. Enviando tudo que havia de enviar, Menosqueu pediu para que o motorista o levasse para o local designado no e-mail.No Hospital Central, Menosqueu chegou à secretaria e perguntou sobre Collegazo, só poderia ser aquele seu velho amigo. A recepcionista procurou o nome dele, Felicius Collegazo, nada constava. Mas constava uma madruga anterior ao e-mail a entrada de um indigente. Nas mesmas condições de seu amigo mendigo.Mas havia uma surpresa, o óbito, que foi constatado as sete horas da manhã do outro dia.A culpa deu a mão para Menosqueu, naquela hora se sentiu péssimo. Como? Perguntava-se, Pereira o motorista, apoio a mão no ombro de Menosqueu assim que percebeu que ele desabaria em lagrimas. E assim aconteceu. Cinco minutos incessantes de lagrimas. Quando recuperou o fôlego Menosqueu conseguiu fazer os tipos de perguntas de praxe quando essas coisas acontecem. E descobriu que seu grande amigo teria morrido de cirrose hepática e sua cova estaria no cemitério vertical da cidade, no estremo oeste.Infelizmente era longe. Voltou para empresa, não se concentrou a tarde inteira, saiu mais cedo. Foi direto ao cemitério vertical, onde se enterravam os indigentes. Pensava durante o caminho: “Indigente?” Que homenagem era essa para talvez o homem mais inteligente do mundo, talvez o único que tenha descoberto o que muitas pessoas passaram a vida estudando.Não merecia morar eternamente num cemitério vertical.
Enfim, chegou ao local do sepulcro eterno de Collegazo. Encontro a Sepultura de número 050608. Pôs a mão sobre a parte cinza do cimento já seco. Desejou uma boa viajem. E como uma última homenagem, com sua uma caneta começou a marcar aquele cimento moldável com as inscrições que diziam:“ Morre aqui, o homem que mais viveu na vida, aposto que ele está sorrindo agora, e não se arrepende de nada. Obrigado, amigo vagabundo, por em somente uma conversa, me ensinar como deve ser a vida”
E se foi, com lagrimas nos olhos. Não sabia onde ia. Só não queria ir para casa.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

...( A diferença do amor dos poetas.)...

“Achamos o sublime apenas uma vez na vida e nada mais”, deduzem os poetas. Os poetas amam como as inscrições atrás de crachás de identificações que dizem: ”está identificação é pessoal, única e intransferível” isso caracteriza um poeta. Um poeta ama assim como escreve, ou seja, jamais as palavras soarão duas vezes no mesmo texto com o mesmo sentido. Falar de amor com um poeta é algo tão complexo que se torna indefinível por palavras, sim poetas não escrevem o amor, assim como ingleses não sabem falar sobre saudade. Os escritores são os únicos que falsificam o amor, falsificam no intuito de substituírem o que sente. Os poetas são grandíssimos mentirosos, na verdade a busca incansável pelas palavras que definam o amor machuca as outras pessoas. Os poetas são egoístas ao extremo por isso, não sabem enxergar o fim. Alias, será que são eles que não enxergam o fim, ou as pessoas normais que sempre vêem fim nas coisas? O cara que escreve, falsifica todos os dias uma dessas carteirinhas que define o que é amar com cada coitadinha que encontra nas andanças pela vida. É capaz até de dizer que ama, mas jamais conseguirá escrever isso. Não consegue nem quando ama de verdade! O grande objetivo de todos os poetas desse mundo é encontrar palavras que traduzam isso. O homem que dominas as palavras, de fato não domina suas emoções. É fraco e insensível. O homem que domina as palavras domina tudo na vida, menos quando se fala de amor. Podemos crer que poetas às vezes não sabem o que é amar. Bom, ainda bem que não sou poeta, sou um redator da vida. E sei muito bem que o amor não é tão complicado assim. É você estar com as pessoas até quando elas lhe convêm. Como redator do mundo, com uma poesia comercial, sei muito bem que quando as pessoas se enchem das outras, elas seguem sua vida. “Até onde me agrada” , assim é que as pessoas pensam. Como em um mercado, amam até quando lhe oferecem condições de pagamento melhores. Enquanto poetas vivem no mundo da lua, eu analiso as pessoas. Sim, acredito no amor, mas como uma troca hoje, assim como poetas, acredito que o amor seja egoísta. Talvez, eu algum dia na vida tenha amado como um poeta, alias, um poeta fracassado. Talvez eu tenha encontrado o sublime algum dia da vida, assim como um escritor de poesias, mas como eles, não soube equilibrar. Ainda bem que não sou poeta. Sinceramente, não sei qual o jeito certo? Amar como poetas, ou como as pessoas no dia de hoje? Mas mesmo assim agradeço todos os dias por eu não ser poeta. Poetas são pessoas complicadas, estranhas e que amam, que por amor são capazes de se afastar das pessoas que amam. Onde é que já se viu, alguém amar nos dias de hoje? Se alguém, algum dia encontrar algum poeta, dê meu e-mail para ele. Adoraria conhecer um! Mas não me importa esses tratantes que se acham poetas da atualidade, cheios de definições para o amor. Esses são falsos. Quero conhecer aqueles que você pergunta algo sobre o que é amar, eles enrolam para responder. Quero conhecer poetas que amam e não saibam explicar. Pois graças a Deus eu não sou poeta.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

...(Está cada vez mais difícil se tornar publicitário na USCS.)...

Bem, Filho você é engraçadinho... Acho que você deve ser publicitário! Disse a maioria das mães aos aspirantes de publicitários da USCS. Só pode ser Menosqueu, não é possível. Quando eles vão aprender que ser publicitário não é ser idiota. O publicitário é o cara que mais estuda no mercado, que mais está atualizado, cuja matéria prima é o que ele próprio fabrica, ou seja, a informação. Menosqueu me envergonho da displicência de certas pessoas, por isso que hoje temos campanhas tão ridículas que me fazem a vontade de cursar Oceanografia, O publicitário, meu querido amigo, não é o bobo da corte, que diverte as pessoas, ele é um dos responsáveis pela informação, ele tem acesso livre a cabeça de qualquer um, detentor da chave de todas as mentes com quem ele fala. Não é fazer piadinhas no meio da aula de Planejamento de Campanha, como se não fosse importante. Caro amigo, é complicado você colocar a consciência de que a faculdade é coisas importantes, que as coisas aprendidas lá servirão para definição das suas vidas como profissionais. Isso não conta, pois pessoas como essas compra a consciência que estiver em promoção, a mais barata, pois grande parte da sua gorda e mimada mesada foi gasta na balada do final de semana anterior. E o pouco que sobrou ele tenta comprar em consciência.
Resultado disso Menosqueu? Pessoal de PP do segundo ano, logo: Trabalhos medíocres, profissionais medíocres. Infelizmente freqüento esse meio, quando sou odiado por junto do meu grupo, se esforçar e se superar a cada trabalho. Falhas? Muitas Menosqueu! Lógico estou na faculdade! Posso errar ainda e devo!
A discrepância é tamanha que são capazes de fazer comentários sem fundamento para dizer que participam de alguma aula. Sem repertório Menosqueu! Como isso? Publicitários sem repertório? Onde já se viu isso. Por isso me calo nas aulas, prefiro o silêncio do que o estrume oral que ouço todos os dias.
Bem Menosqueu, não quis fazer publicidade porque sou engraçado, alias me acho o cara mais sem graça do mundo, faço PP porque amo comunicação e isso vai muitos além de Lay-outs. Mas infelizmente encontramos estorvos no caminho. Ficam algumas breves palavras indignadas sobre a falta de interesse de futuros publicitários. A USCS não deve ser a única. Não culpo a Universidade ela está lá fazendo e muito bem o seu papel, mas limitado pela inteligência, capacidade e o interesse desfalcado de seus freqüentadores.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

...(Para descontrair)...


Hoje pessoal quase acabei com o Menosqueu, cheguei até em pensar num final. Será que ele já saturou?

será que ele perdeu todo o sentido. Não sei dizer, mas confesso que começei a pensar num final para nosso amigo. Bem isso é assunto para outra conversa.


Uma menina de Minas me pergunto no meu e-mail:

- Caro Separaprapensa, o Menosqueu é um cara tão legal! ele dá soluções para as coisas que eu jamais pensaria, jamais pensaria antes de "tocar uma corda" bem, ai vão as perguntas que eu te faço:


- Tem certeza que Menosqueu não é real ?

- Da onde vocês tiraram essa idéia de teoria das cordas?

- Ele sempre foi assim, pesnsatico e metódico ?


Respondi que:


Cara amiga, quem disse que ele não é real? Ele é real sim, vive , além de viver entre nós ele vive no interior de quem sonha em ser melhor! Essa teoria das cordas é bem mais complexa do que Menosqueu fala, na verdade ela tem fundamentos na Fisica e na Ciência. E não, esse momento da vida de Menosqueu é diferente, antes ele era um. Os fatos mudaram, entende! a história de seu passado, quem sabe um dia eu conto para vocês. Percebo que o passado de Menosqueu está se tornando muito mais importante do que seu futuro (rsrsrsrs).
E meu bem, da onde você tirou metódico.


Adoro quando as pessoas viajam assim. Para isso que serve a Literatura, para cada um tirar sua conclusão!Se para ela ele é metódico! Tan Pix! ( tanto faz) o livro é dela também. ( rs)

Estou adorando essa brincadeira! =D

Até a próxima! Talvez com um fim!

abraços Separaprapensa.

(28) Os cabelos de sol que beijava Menosqueu, mas queimava sua alma.

Num restaurante qualquer Byron e Menosqueu tomavam uma Coca-cola enquanto aguardavam os pratos pedidos, numa mesa meio afastada uma sereia com cabelos dourados e olhos claros, biquíni florido e alaranjado como o pôr-do-sol. Ela olhava Menosqueu com um ar envergonhado e Menosqueu retribuía em dobro aquele olhar verde acinzentado, de ressaca como os de Capitu. Byron percebeu e como sempre com poucas palavras definiu a vontade de Menosqueu:
- Vai lá!
Menosqueu junto do seu copo, foi até a mesa com aquela menina linda. Sem pedir licença sentou-se e disse:
- Minha querida, gostaria de elogiar seus olhos, alias, elogiá-la! Você é linda!
Ela se escondeu atrás dos canudos do seu copo de suco de laranja sem açúcar. Menosqueu reparou em tudo, adorava definir as pessoas pelas coisas ao seu redor e por comportamento, essa era uma nova mania que pegará após o rompimento com a amável e complicada Queróvida. Olhava todos os detalhes, brincos de argola demonstravam que ela era uma pessoas de ciclos, fases que terminavam e começavam, as cores vivas de suas roupas mostravam alegria, mas só aquele sorriso indecifrável, como de Monalisa, enigmático. Ela atravessou os pensamentos de Menosqueu misturando risos a uma voz não muito fina, mas firme:
- Esse rapaz gentil e constrangedor possui um nome?
Ele responde após um gole na Coca-cola:
- Menosqueu Petit, e o seu?
Ela responde sem enrolação:
- Karin Pedeghith!
Como de assalto, Byron chegou no ouvido de Menosqueu e disse bem baixo:
- Não se preocupe comigo,estarei em algum lugar entre as ondas e o mar. Aproveite amigo, toque uma corda! – Deu dois tapinhas nas costa de Menosqueu, um sorriso para Karin e saiu do boteco.
Continuaram a conversar sobre o que ela fazia, descobria muitas coisas além das palavras de Karin, as pernas, as posições da mão e jeito inquieto que mexia nos cabelos, dizia muito mais do que suas palavras coesas e certíssimas, as conjunções, os plurais e sem contar os sinônimos. A tarde caiu e eles com a mesma Coca-cola e o mesmo suco de laranja sem açúcar , que demonstrava que ela gostava de coisas autenticas sem interferência, puras como são.
Comentaram como a lua estava maravilhosa naquele dia.
Não havia fim as palavras, e nem o assunto, mas ele insistia em analisá-la. No meio dessa analise sem saber, Karin encosta a boca junto a boca de Menosqueu, o pôr daquele sol era a única testemunha daquilo que nosso protagonista não sabia o que era realmente, mas em meio aquelas emoções deixou a cordar vibrar. Ao se desencostarem Menosqueu abriu os olhos e uma reação que nem ele esperava aconteceu: Risos desenfreados consumiram ele, sentou na areia pois suas pernas perderam a força. Ela o acompanhou sem entender.
Descobria Menosqueu finalmente do que ele ria, pela primeira vez ele acertava nas conclusões sobre pessoas, sobre definição de atitudes e tudo aquilo que sempre tentou fazer, e tinha literatura e conhecimento suficiente para aquilo, mas não era o caso de conhecimento que desta vez tinha dado certo, o fato era que naquele momento Menosqueu tinha confiança no que fazia, o que definia era certo, ou praticamente (quando se falava de pessoas o “praticamente” quer dizer muito).
Emendou os risos num beijo retribuindo aquela “gentileza” cedida por karin.
Os beijos emendaram abraços e os abraços beijos, e junto dos beijos tornaram-se um emaranhado de mãos e corpo, suor e areia. Naquele momento um era do outro, pareciam que se conheciam a anos, intimamente um sabia onde o outro deixava-se entregar mais. O sol se foi e deixou lugar para lua, as únicas duas testemunhas daquele pecado. O adormecer veio como chuva de verão, a areia era o travesseiro mais macio do mundo e eram tudo que precisavam.
Menosqueu despertou primeiro com um aperto no peito, não tinha a mínima noção de horário, olhou pro lado e viu os lindos e lisos cabelos loiros de Karin. Não sabia definir aquele momento, foi um êxtase misturado com arrependimento, Não amava Karin. Nem ao menos conhecia aquela mulher. Riu com as mãos nos olhos arrastando-as até o cabelo. Ela despertou com um sorriso satisfatório no rosto, ele retribuiu o sorriso arrumou as roupas amassadas e a ajudou a levantar.
Ela com um beijo no nariz de Menosqueu disse:
- Bem querido, adorei! Mas tenho outros pesos no meu coração!
Ele riu e retribuiu aquelas palavras com outras palavras:
- Ah! Karin, que alívio, também tenho enormes dívidas com meu coração também, tenho de pagá-las. Sabe, adorei estar com você hoje, mas minha alma queima por dentro, Sinceramente, não era você que eu procurei nessa areia e nessa praia linda! Desculpe-me?
Ela o corrigiu com palavras calmas e amáveis:
- Amigo, não se desculpe, adorei também, e confesso-te: Não te procurei também. Mas achei uma pessoas ótima, mas nossos destinos não estão na mesma estrada, se cruzaram hoje, somente hoje, amanhã talvez podem se cruzar. Mas não pense nisso.
- Sim! tocamos uma bela nota de uma corda das nossas vidas e nada mais, ela parou de vibrar já, quando ela vai tocar de novo, não sabemos!
Ela sem saber direito com uma cara de dúvida perguntou:
- Notas? Cordas de nossas vidas?
Ele não perdeu tempo em responder, mas disse:
- Um dia você saberá a respeito disso! – Riu e a abraçou.
No mesmo restaurante trocaram dados, como telefone e endereço, ela era de uma cidade distante.
Byron encostado num coqueiro, contemplando aquele céu esperava Menosqueu, entraram no carro ambos com um sorriso e uma vida diferente após aquele dia no paraíso. A ida os entristecia, mas a lembrança era lenha para queimar durante toda a semana em uma cidade estressante onde as pessoas tinham problemas profissionais, pessoais com elas mesmas e com outras pessoas também, numa cidade onde as pessoas infelizmente sofriam por amor, e isso as impediam de se envolverem sinceramente, ou firmemente com outras pessoas que poderiam dar certo também. Menosqueu e Byron, não eram diferentes, por mais que parecessem.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

(27) Naquele dia o sol queimou, o mar quebrou, e o mundo parou para que Menosqueu descesse.

Era domingo e seis horas da manhã ouviu berros com seu nome na janela. “Quem será?” perguntava-se Menosqueu, afinal eram seis da manhã de um domingo.
Abriu a janela daquele segundo andar e se deparou com Byron junto ao seu carro, fazendo barulho, gritando e buzinando:
- E ai Menosqueu, vamos! Gritou Byron da rua.
- Ir a onde filho? Questionou Menosqueu esfregando os olhos, fazia 3 horas apenas que estava dormindo.
- Praia campeão, estou indo para o lugar mais lindo do mundo! Vamos logo, estamos perdendo o sol! – E entrou no carro.
Menosqueu olhou para céu, era tudo preto ainda.
Achava aquilo uma loucura. Nem sol tinha, mas alguma coisa dizia que ele tinha que ir com Byron.
Depois de mais algumas buzinadas ele se resolveu por ir. Desceu as escadas se trocando, não penteou o cabelo que ainda não tinha cortado (sempre se prometia, mas tempo era artigo de luxo para Menosqueu) chegando à portaria ainda pondo o tênis, entrou no carro, saudou Will e pergunto apenas por perguntar:
- Onde vamos? – Não esperou a resposta, aquilo não importava naquele momento. Mas Byron disse olhando para ele:
- Veremos o mar! – E acelerou o carro.
Chegando à auto-estrada Byron acelerou o máximo que podia, não havia nada que os impedissem. Byron disse para Mensoqueu subindo o tom de voz para ultrapassar o volume do rádio assim como ultrapassava os outros carros rapidamente
- Nada a perder?
E Menosqueu disse sentindo o vento engasgá-lo:
- Nada a perder!
E o carro foi acelerado até a última parte do velocímetro, mais de duzentos por hora e o riso começou a contagiá-los. A sensação de liberdade era incrível, não havia nada igual. Não existiam medos, pois eles passavam junto com o vento, só ficavam as alegrias, a liberdade e o mundo parando por poucos segundos. Não se pensava em nada. Não precisavam de palavras para conversar aquele silêncio já dizia: Felicidade. Chegando à praia o carro foi parado perto da areia. A areia quente queimava a sola do pé de Menosqueu, mas ele não ligava. Já estava de bermuda foi caminhado para o mar, ao seu lado Will Byron, e o mesmo silêncio inquebrável. A onda socava Menosqueu e ele deixava com o maior prazer, o sal fazia sua pele fritar naquele sol. O sol lambia os dois como uma mãe lambe suas crias. Enfim uma palavra:
- Tenho uma coisa pra te contar!
Byron levantou o olhar, que olhava fixamente para o horizonte e admirou a quebra do silêncio:
- Que?
- A teoria das cordas! – sem rodeios disse Menosqueu
- O que é isso Menosqueu? – Byron disse isso e emendou um mergulho naquele mar. Quando subiu com os olhos cheios de água salgada, Menosqueu continuou explicando:
- Tudo que você faz agora, vai se repercutir de alguma forma no seu futuro: como as ondas de uma corda, entende?
- Sim entendo, continue!
- Sim e a corda que você tocar, vai de alguma forma mudar alguma coisa, mas você não sabe qual é o som dessa corda e você não pode tocar duas cordas ao mesmo tempo! – Se empolgou Menosqueu.
- Discordo – Disse W. Byron serenamente boiando nas ondas.
E continuou:
- Como você não sabe o som? A vida não é uma questão de sorte, ou de arriscar, preste atenção Menosqueu, você tem de saber que corda tocar, feliz é o homem que escuta a nota antes dela tocar... – disse mergulhando novamente.
- Vidência? – Perguntou Menosqueu
- Não, meu lerdo amigo, analise! Ponderar! Organizar! – disse intercalando palavras com braçadas.
- Sim, estratégia! – refletiu Menosqueu – Mas tenho um problema, preciso transformar isso em história – Pediu ajuda Menosqueu.
- Pra que? – Secamente Byron
- Espalhá-la mais fácil pelo mundo – Revelou o Visionário.
- Legal, isso é muito legal. Bem Menosqueu, tua vida meu caro amigo!
Tem algo mais narrativo que tua vida!
Menosqueu se sentiu a pessoa mais burra do mundo, como não enxergava aquilo, por isso que se completavam tanto, coisas vistas por um viravam claras aos olhos do outro. Sempre foi assim:
- Estou com fome – Will quebrou a linha de raciocínio de Menosqueu com essa frase – Vamos comer!
Saíram da água, mas Menosqueu fazia uma retomada a sua vida e era fato que Queróvida voltaria à tona em sua mente.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

...( nossos Borats)...

Bem pessoal, por falta de tempo peço desculpas por não produzir textos meus à respeito deste assunto, mas viajando pela net encontrei a coluna do Sérgio Malbergier que é editor do caderno Dinheiro da Folha de S. Paulo. Foi editor do caderno Mundo (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, "A Árvore" (1986) e "Carô no Inferno" (1987). Escreve para a Folha Online às quintas. E achei a coluna dele interessantíssima. Vale a pena conferir.

Nossos Borats

Por mais que a situação apresente complexidades e nuances, não é difícil saber quem está mais errado nessa mini-guerra do Cáucaso entre Rússia e Geórgia.
Viver às margens do Império Russo/Soviético sempre foi um viver subjugado. Assim que a Cortina de Ferro começou a cair, por marretadas de seus sufocados prisioneiros, os satélites europeus livres do jugo soviético correram aos braços ocidentais, associando-se o quanto antes às instituições do mundo democrático, como a União Européia e a Otan.
Mesmo a eslava Sérvia, que perdeu Kosovo, toma o mesmo caminho ocidental da democracia e da economia de mercado. Líderes de Ucrânia, países bálticos, República Tcheca e outros da região solidarizaram-se imediatamente com o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, que tem relações carnais com os Estados Unidos.
Ao atacar rebeldes separatistas armados por Moscou em região habitada por russos dentro da Geórgia, Saakashvili deu o pretexto ideal para o Kremlin despachar seus tanques, que seguem passeando à vontade em solo estrangeiro como se estivessem em Praga ou Budapeste algumas décadas atrás.
Após as humilhações russas dos anos 1990, era a oportunidade da potência petroleiro-atômica de projetar novamente seu poder na vizinhança, querendo à força manter o controle sobre suas fronteiras que perde rapidamente dado o compreensível desejo de seus vizinhos de buscar abrigo no guarda-chuva ocidental.
Que a reemergente Rússia queira proteger seu entorno é tão compreensível quanto os EUA terem sua Doutrina Monroe, aquela da "América para os americanos", que até hoje, por exemplo, explica o tácito apoio de Washington ao golpe contra Hugo Chávez, em 2002.
Difícil é compreender a excitação de certos esquerdistas brasileiros, sempre eles, com o neo-autoritarismo russo, que elegem Vladimir Putin como herói da nova nova ordem mundial.
Nessa lógica "gauche" o que é ruim para os EUA é bom para o mundo. Fossem tropas americanas ou de outra potência ocidental cometendo metade das ilegalidades e violências dos russos no minúsculo território georgiano, estriam gritando infâmia. Agora dão vivas, apesar dos bombardeios contra zonas civis e da ação militar unilateral ao arrepio do sistema internacional.
O entusiasmo deles com o autoritarismo russo lembra o de Borat com sua irmã, "a quarta melhor prostituta do Cazaquistão". Mas Borat é uma piada muito engraçada. Já essa esquerda não tem graça nenhuma.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/sergiomalbergier/ult10011u433418.shtml

sábado, 9 de agosto de 2008

(26) B.I Explorê, o organizador de idéias.

- Mas como assim? – perguntou Menosqueu.
- É simples, como num projeto precisamos montar a proposta, a tese e a antítese, pois Menosqueu, não há nada mais importante do que derrubar as próprias teorias, não há demonstração maior de amor pelo conhecimento do que derrubar as próprias conclusões.
- Sim, mas como divulgaremos tudo isso? – De novo Menosqueu.
- Menosqueu! Fique quieto! Contato, Network, “conheço um cara que conhece outro...” você nunca ouviu falar disso?
- Lógico! – Corrigiu-se Menosqueu( por um momento esqueceu quem era Explorê)
- Bem, qual é idéia principal que você quer passar.
- Bom, Batista temos de acabar com essa idéia de destino, essa idéia de que as coisas foram ditadas para gente fazer, somos responsáveis pelos nossos atos, acabar com o pensamento de coitadinhos, que somos vítimas de nós mesmos. Passar uma boa nova de que não importa o quão errados nós fomos, podemos parar seja por que motivo for, pensar e começarmos a fazer as coisas certas!
- Sim Menosqueu, mas e os erros do passado? – Fez uma importante pergunta Batista.
Menosqueu pensou nas coisas que fizeram á Queróvida. Respirou e respondeu:
- Internero, quando isso acontecer, peça desculpas, perdão o que for, e se mesmo assim não resolver, mostre com atitudes, mesmo que essas atitudes, não sejam as coisas que você queira fazer. Sabe, temos de esperar as coisas acontecerem, a música tocar, mesmo o que você tocou errado não dá pra você tocar uma música em cima da outra, por isso temos de esperar os acordes pararem.
- Sim, Menosqueu, isso deve dar muita confusão! Mas como você pretende passar isso de uma forma que não seja um saco, uma enciclopédia, que dê sono nos leitores?
Menosqueu tentou fazer uma piada:
- Pô Batista, eu penso na teoria e ainda tenho de pensar como repassá-la? – Riu sozinho.
Explorê, não riu, estava pensando e não deixou que essa piadinha sem graça o atrapalhasse:
- Já sei! Uma história e um personagem, que tal?
Menosqueu balançou a cabeça horizontalmente, entortou a boca e concordou dizendo:
- Sim, seria uma boa, mas quem criaria essa história?
Como se fosse original a piadinha Batista satirizou:
- Bem, eu penso na forma de divulgação e ainda tenho de pensar na história?
E se quase enfartou de rir no sofá.
Menosqueu riu para não deixá-lo sem graça, mas não se sentiu perdido na piada e em sua própria casa. Como iria fazer daquilo tudo que pensava um personagem?
Não tinha a mínima noção de como começar uma história, sabia dar sua opinião, satirizar situações políticas, fatos ocorridos, mas um personagem não era capaz de criar alguma coisa assim.
Batista levantou-se do sofá dizendo que já se ia, largou o copo num lugar da estante destrancou a porta e saiu, descendo as escadas disse alguma coisa que poderia se identificar como:
- Ah, Menosqueu você um dia me mata com suas idéias!

(25) Sentindo a falta de sentido das coisas.

Voltando pra casa, após um exaustivo dia, olhava-se no espelho do carro e se achava engraçado, sentia vontade de rir, deliberadamente, tudo bem se os outros o achassem doido, mas ria. Ria das coisas que sentia, havia passado dois meses do rompimento e Menosqueu sentia-se ele, simplesmente ele, ria disso. Ria da lembrança daquela “magnífica” frase dita por Queróvida: -“...Isso é ridículo..” E de fato era. Gargalhavam no carro que mesmo sem conversar com ela, sabia de todos os horários, gostos, combinações de cores, músicas que ela gostava. No caminho continuava rindo das coisas que perderam a razão de serem. Por exemplo. O simples ato de assistir TV. Aquele aparelho tinha perdido a razão de sua existência, bandas musicais, que para Menosqueu agora as letras não diziam nada com nada, mas antes eram como filosofia de vida. Chegava à conclusão de que as cordas nunca soavam da mesma forma duas vezes, poderia soar um som quase igual, mas nunca o mesmo. O que contava era a disposição para tocá-las. Chegando a casa, ainda sentia vontade de rir, mas isso foi cortado pelas dúvidas no seu coração, ao ver as fotos dela sem querer(as tais ele tinha guardado bem guardadas, mas escorregaram de cima da estante), nelas ela parecia feliz. Seria possível alguém mentir sobre a felicidade? Ou até mesmo enganar-se? Do tipo: “Ai! Pensei que eu era feliz! Não para Menosqueu não, não havia essa hipótese, respirou fundo e disse-se mais uma vez: - Apenas acordes, mal tocados!
Para Menosqueu, não existiam aqueles clichês que diziam coisas como: - Se for amor de verdade, ela vai voltar! Ou – Se não aconteceu, é porque não era para ser!
Isso sim era ridículo para Menosqueu (riu novamente). Para Menosqueu poderíamos perder fazer as coisas do modo errado sim, mesmo gostando muito do que fazemos e quando se trata de pessoas, teorias podem ou não se aplicarem. Mas de todos os modos ele tinha de escolher uma corda para tocar. Infelizmente só escolhia as cordas erradas. Tudo isso era engraçado para nosso protagonista. Pois ele amava Queróvida, isso ninguém poderia negar, mas a perdeu, pois fez coisas absurdas. De tão trágico se tornava hilário aquela história toda. O soar da campainha quebrou aquela linha de raciocínio. Foi atendê-la. Era Batista, com seu cigarro fedorento e suas roupas amassadas. Menosqueu o convidou para entrar. Ele entrou, foi direto ao bar daquele apartamento, elogiou a vista que Menosqueu tinha do pôr-do-sol enquanto enchia um copo com uísque a lá cow-boy. Sentou no sofá e disse:
- Bem, Menosqueu andei pensando no que você me disse e o que você pensa rapaz é muito audacioso, e, além disso, gerará polêmica e ainda mais, gerará retórica. Você tem certeza das coisas que você tem para divulgar ao mundo? - Perguntou dando uma baforada de cigarro.
- Ten... – Tentou dizer Menosqueu.
- Pois bem – cortou a fala de Menosqueu – Precisamos organizar toda essa linha de raciocínio.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

...(Arrisque-se)...

Um dia você vai se arrepender do que fez, ou melhor, do que não fez.
da oportunidade que perdeu, dos amores que perdeu e tudo lhe traz uma conseqüência e ela você carrega para a vida toda...O que você quer do amanha? Um dia cinzento e chuvoso ou um sol brilhando com céu azul? Você decide, a escolha é sempre totalmente sua... Cabê a você o teu futuro e até a felicidade você pode escolher... Não é difícil, não almeje a negatividade... Espere sempre o positivo. Tenha certeza daquilo que quer e entre de cara, não pense duas vezes e esqueça aquela frase “e se não der certo”.O incerto é a forma mais gostosa de se viver, nunca sabemos o dia de amanhã...De repente amanhã você pode nem estar nesse mundo.
Arrisque-se...
O que você vai contar a seus netos?
Que não viveu intensamente? Que deixou de passar por coisas maravilhosas por medo de tentar?

Lydia, Lydia! seus texto sempre deixando esse Blog mais valioso, obrigado e até o próximo!
Abraços
Separaprapensa

...(Menosqueu, ela tem 85 anos e tem mais vida que nós dois juntos.)...


Na revista Veja São Paulo saiu uma entrevista sobre a renomada Lygia Fagundes Telles, e daí? Você me pergunta. Bem, e daí que umas lendas literárias viva, que conserva os mesmos costumes clássicos de um bom escritor, ou seja, máquina de escrever e papeis, se for esse o segredo Menosqueu, daqui pra frente só conversaremos por carta, entendido! Enfim, brincadeiras á parte o que mais me interessou nessa entrevista foi o fato dela estar escrevendo mais uma obra. E que, mesmo tendo sofrido varias coisas chatas durante a sua vida, como uma depressão e a última: A morte de seu filho, ela mesmo encontrou nas palavras, o único remédio. Isso não é bom Menosqueu. Queria, e acho que você também, viver até os 85 anos como ela, numa simplicidade a qual é impossível medir.
Outra coisa que devo abordar, é sobre a novela ( Ciranda de Pedra), ela se sente feliz por ter uma obra sua na TV, e sabe o que eu descobri? Que essa não foi à primeira. Queria um dia poder perguntar para ela, o que ela achava sobre essa triste novelação de obras literárias. Sabe Menosqueu, a TV torna as pessoas preguiçosas, não concordo com isso, a informação vem mastigada, é tudo muito plástico! Queria saber o que eu ela acha, mas enfim, um dia perguntarei isso pra ela. Fica ai a informação do retorno dessa grande lenda, Lygia Fagundes Telles, a dona das palavras.

sábado, 2 de agosto de 2008

...(Menosqueu a NFB sempre mexe com nossos porques !)...

Querido amigo, estou aqui divulgando a arte como sempre. Esse video é meio longo, mas vale a pena conferir sua história, ele é de uma produtora fantástica canadense. Bem, isso tem conteúdo e é cheio de sentidos e te faz refletir, afinal é arte. Menosqueu se divirta com essa produção adorável. Agora tente pedir para os caras do Bonde do Tigrão pensar em alguma coisa igual !
Abraços. Separaprapensa

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

(24) Como terminar uma história?

Acordou assustado com o telefone tocando. Atendeu, eram os funcionários da empresa preocupados com ele, aquela jornada de dois empregos não estava sendo muito saudável para a parte física, mas em compensação para o ego de Menosqueu, era fundamental.Arrumou-se correndo e foi para a empresa. Lá, problemas do dia – a – dia não o deixava de cabeça quente, Sr Luis era competente o suficiente para cuidar deles. Menosqueu tinha suas obrigações e admitia que as vezes deixava as coisas escaparem, mas nada fora do controle. A única coisa que saia do controle eram as cordas, quando se falava em Queróvida, até quando as cordas vibrariam mal vibradas. A carta já estava além do que deveria ser escrita. Estava ela, a carta, na mala dele, pegou-a na mão e resolveu dar um final para aquelas palavras sinceras, mas até então sem destino. Colocou as páginas em cima do risque e rabisque, pegou a caneta do bolso, encostou-a no papel e resolveu por não escrever nada, achou melhor rascunhar, numa folha velha, fez milhares de finais, citou Fernando Pessoa, Vinicius de Morais, até mesmo José de Alencar. Mas achou melhor não terminar aquela carta, não sabia nem como se despedir, iria deixá-la lá, quieta, sem um final. Teria de pensar muito até tocar aquela nota.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

(23) Com certeza não é essa música que Menosqueu quer tocar.

Foi ao encontro com Litrivis, não sabia como se apresentava. Não foi preciso muita formalidade Litrivis chegou e disse:- É, você o grande Menosqueu, causador de intriga com seus textos?- Eu? - respondeu Menosqueu – Eu só escrevo o que eu penso, mostro somente outro ponto de vista!Ela riu, e concordou:- Sim, não via a hora de te ver!Menosqueu surpreso, com a fala dela pensou, como alguém poderia lhe admirar tanto, um simples colunista critico, que nem tinha tanto repertório assim. E a ouviu continuando:- Admiro seus textos, foi uma grande aquisição pro jornal!- Ah, não sou uma mercadoria na qual você se adquire e troca após o uso – Menosqueu tinha se tornado indelicado após os acontecimentos com Queróvida, ele percebeu isso após dizer essas palavras – Você está com fome?- Desculpe – me a comparação - disse ela tentando concertar – Estou sim, morta de fome!- Ah, onde você gostaria de jantar ? Eu te levo !Ela riu e sem mais delongas sugeriu:- Podemos ir em algum fast food !Menosqueu se mordeu por dentro, não entendia o motivo da escolha, tantos restaurantes e bares ótimos na cidade ela tinha que escolher justamente a pior coisa, resolveu indagá-la a respeito daquela escolha:- Fast food ? porque, não num restaurante ou um bar ?- Ah, porque todo mundo vai!Menosqueu foi ao inferno e voltou depois desse comentário, ela poderia dizer tudo menos “todo mundo vai”, não tinha nada a ver com Queróvida, infelizmente ou felizmente, ele não pensou nela, apenas se corroeu por dentro. Era vergonhoso alguém, ainda mais uma publicitária, ser tão afetada pelo senso comum poderia ela dizer que era por vontade, ou outra coisa, menos “onde todo mundo vai”. A noite havia acabado para Menosqueu, com certeza a levaria para o tal “fast food onde todo mundo vai” , mas Litrivis servia simplesmente como Fan. De certo se tornara muito insensível, mas era melhor assim. Não sabia o que queria, isso também era um fato, mas tinha toda a certeza do que não queria e não se envolver com uma pessoa do senso comum, era uma delas.Levou Litrivis para jantar, algumas insinuações durante o “saboroso” jantar, mas nada que Menoqueu levou a sério. A deixou em casa e no caminho de volta, Queróvida veio a sua mente de novo, junto da lembrança aquela dor, que já fazia parte do total menosquiano. Ficou triste nosso herói, mas tinha de aceitar, talvez nunca encontraria uma pessoa que preenchesse o que ele deseja, por que já a teve, e deixou passar. Esfregou a mão no olho, secando as lagrimas e foi pra casa. E daquele mesmo lugar, sentado naquela mesma cadeira, escreveu mais algumas linhas de uma tal carta, que já não sabia porque escrevia. Olhou a cidade dormir, enquanto esperava o sono chegar. Dormiu junto dela, da dor de estomago e da carta, naquela cadeira.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

(22) Uma conversa, muitos planos e aquele olhar de Litrivis

Chegou à sala de Explorê, e sem perder tempo descarregou um monte de informações. Batista ergueu os olhos e esperou Menosqueu terminar de falar, balançou a cabeça e disse: - Menosqueu, meu jovem, muito boa sua causa...Quando entrou em sua sala Litrivis, uma jovem diretora de arte, que trabalhava no pequeno e ousado jornal. Menosqueu voltou os olhos para Litrivis, aquele rosto de óculos possuía algo tão atraente, tão compenetrante, que fez Menosqueu perder o que dizia:- Menosqueu? Ei? – Disse Explorê, tirando Menosqueu daquela cena – seus planos quais são, suas idéias ?- Hã?... Ah, sim! Minha idéia é divulgar pelo mundo todas as idéias jovens minhas, de quem aprendeu a entender tempo, aprendeu a esperar e a ter fé nele mesmo! Enfim divulgar a Teoria das Cordas!-Teoria das Cordas? - estranhou Batista. - Sim, amigo!- levanto da cadeira – A teoria que diz que todos nós devemos pensar antes de tocar as cordas dos nossos violões e que uma vez tocada, jamais se pode tocar outro acorde por cima do outro porque só piora as coisas!- Sim, no que isso ajudará as pessoas? – Perguntou Internero, com um olhar de quem estava gostando. - Bem, no que ajudará? Ajudará na visão das pessoas do mundo, as tornará mais compreensivas, pensativas e além de tudo questionadoras e revolucionarias!Batista, não podia ouvir a palavra revolucionar, que seus olhos brilhavam:- Menosqueu sua idéia é... Linda, mas precisa ser rearranjada, volte aqui mais tarde, e conversaremos com calma – falou isso mexendo em alguns lay-outs que estavam na sua mesa. Menosqueu saiu da sala meio triste, pois esperava muito mais da reação de Batista, mas enfim a corda já havia sido batida, era só esperar a nota soar.No corredor, ele olhou num cubículo da produção do jornal e viu Litrivis, na frente do computador. Ele passou reto no corredor, mas alguma coisa deu um tapinha no seu ombro, era uma das garotas que trabalhavam naquela desordenada redação. E lhe entregou um papelzinho nele estava escrito numa caligrafia feminina: “ Eis o incrível Menosqueu, meu escritor predileto, não sabia que ele era assim. Terei o prazer de conhecê-lo? Se eu for honrada pela sua presença, que ele venha me buscar aqui as 20:00 horário que saio”Sabia que essas eram palavras dela, Litrivis, não via porque não vir buscá-la as oito da noite, afinal não faria nada naquela noite. Afinal, não custa nada conhecer uma fan, talvez até seu coração voltasse a bater. Era isso que Menosqueu adorava a surpresa da próxima hora. Via prazer em não ter mais certeza, ou até tinha sobre alguns assuntos, mas preferia fingir não ter, ai que está a beleza da nova teoria, o pensar para tocar, e quando tocar, deixar a música soar. Aquela atitude de ir ver Litrivis, com certeza mudaria alguma coisa na sua vida, aguardaria a música soar.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

...(Olha Menosqueu, Olha isso aqui.)...

Cara, eu estava passando pela net e achei esse negócio aqui, e pensei: “Cara que criatividade,!” é legal saber que existe, pessoas que fazem coisas interessantes como esse tipo de arte. Menosqueu eles usaram o princípio do cinema para fazer coisas incríveis. Está ai amigo, uma coisa que eu acho que as pessoas deveriam fazer: Usar suas devidas cabeças para produzir algo útil, e mesmo que não for útil, belo e valorizável pelo menos. Eu e você estamos cansados de ouvir o funck das armas ou até mesmo o “créu”, isso pode até ser arte, mas é inútil e nada belo, se o objetivo era chocar, cá entre nós : Conseguiu.
Então Menosqueu, arte na minha concepção é algo belo, que traga cultura e reflexão e mais que tudo opinião, de fato coisas como o “créu” traz opinião e reflexão, pois elas me fazem refletir sobre a ignorância e o senso comum, e mais do que isso, me fazem opinar a favor do contrário. Não Menosqueu, não é nada engraçado ver a população ouvindo essas coisas pelo motivo de serem mais fáceis, serem legaizinhas e porque todo mundo está ouvindo. Menosqueu, isso assusta! Assusta pelo fato que isso torna as pessoas unânimes, e a unanimidade é burra, já disse alguém que eu não me lembro. Sim esse tipo de arte num gera opinião, muito menos reflexão, talvez você não concorde Menosqueu, mas mesmo assim basta comparar.
Amigo meu, fico por aqui, assista esse vídeo desses franceses super criativos, que com certeza ela te gerará alguma opinião. Tente fazer isso ouvindo o “créu” e tente perceber também, qual deles te chama mais a atenção e me fale.

sábado, 26 de julho de 2008

...( Opa, Menosqueu esqueci de te dizer)...


Bom, Queu, caro amigo, esqueci de lhe falar que fui ao teatro mês passado, assistir quem sabe a melhor peça da minha vida, pretensão? Não, Menosqueu, falo sério, uma peça que mistura, atualidade e misticismo bíblico, palavrões e santidades, criticas a sociedade e humor contemporâneo. O nome da peça?
Hermanoteu na terra de Godah, não, Menosqueu, não estou aqui para falar o assunto da peça, nem menos de cenas engraçadas. Falo sobre a qualidade dos atores, das sensações adoráveis de assisti-la. Se eu recomendo? Lógico! Não só, prescrevo à doentes do coração, não à cardíacos, mas a doentes de amor, para tristeza e todas essas coisas frescas que nos encontra nas esquinas dessa vida. Então, Menosqueu fico por aqui, espero que me desculpe pelo atraso da informação.

(21) Espalhe a Boa Nova para todos Menosqueu, Grite bem alto !

Menosqueu estava aceitando as notas tocadas por ele, mas o som continuava ensurdecedor e a dor de estômago não passava, também era um acorde mal tocado. Não poderia por mais que quisesse ver Queróvida, não era uma boa hora, ela estava com medo do que Menosqueu fez, agiu como um doente mental. Um dia naquele mundo ele poderia reencontrá-la, sim como não, pois o que importava agora eram os planos dele. E tais iam além dele, além dos oceanos, estavam no mundo, em espalhar todas suas idéias a quem quisesse ouvir, levar ao antigo mundo, um olhar novo de mudanças, de aceitações, sorrisos e perdão. Para quem estivesse disposto a ouvir, tinha feito tanta coisa má, aquele tempo que era difícil crer em tanta renovação, mas uma corda estourou e essa corda era uma corda insubstituível, logo isso o fez acordar, o fez pensar não no futuro, mas o que ele poderia fazer agora e, agora o que ele poderia fazer era isso. Espalhar suas idéias a todos os dispostos. Para ele disposição era a matéria prima para todas as transformações. E talvez isso chegaria no ouvido de Queróvida um dia. A surpresa do dia seguinte era o que motivava o nosso herói franzino e cheio de teorias a acordar todo o dia de manhã.Não poderia ele tentar fazer isso, semear suas idéias em uma quarta feira, após o trabalho viajar e voltar na quinta, era impossível, seria um tiro no pé, e mais uma decepção. Já sabia com quem falar: Batista Internero Explorê, sim ele mesmo o patrão de Menosqueu. Na quarta a noite mesmo foi falar com o velho Explorê, assim era o jeito que ele assinava seus malcriados textos, criticados por toda a classe jornalista, porém adorado por todos os que adoravam se meter em confusão. Não era nada rico, nunca ganhou muito dinheiro e nem queria, dizia ele que o dinheiro corrompe a alma revolucionária de qualquer um, nas palavras dele: “Tornava ele um cagão”.

...( Menosqueu, você sabe o que é stand up?)...


Oi Menosqueu, já ouviu falar de stand-up? Não! Então deixa eu te contar sobre a arte do improviso. Na vida, tudo se pode fazer e tudo pode se trocar, ou improvisar. Sabe, existem pessoas que fazem isso e melhor, fazem as pessoas rirem, com improvisos, essa é a alma do stand-up, entende?
Bom, um comediante stand-up, não pode ter medo de ser ridículo, pois a vida, assim como o amor, é ridícula, você sabe muito bem disso. O riso do publico é provocado não só por palavras engraçadas, mas por expressões e jeitos. O dom do comediante é entreter o publico com algo que lhe agrade, e mesmo se a piada não for boa, o improviso dará o ar de sua graça. Entende Menosqueu, quando falo que na vida temos de ser comediantes. Pois como o humor de uma stand-up, de uma situação cômica, é que devemos olhar a vida. Inteligente é o Homem que ganha dinheiro com isso, como o grande Rafinha Bastos, entre outros. Bem, Menosqueu, espero que entenda, o conselho que te dou, ou seja, ria da sua vida, ria dos seus improvisos, ou simplesmente ria.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

...(para descontrair)...


Bem, aqui está uma pergunta que recebi essa semana e não tive como não responder e não postar. Cara, que sacada de pergunta!

- Menosqueu fala tanto de viver, "arrumar" a sua vida, de não parar de pensar na sua vida, mas ele só fala de Queróvida?
- Sim, mas a vida dele não para, é inevitável você não pensar numa pessoa querida, dúvido que você consiga ,minha amiga! A vida dele continua andando, ele organizou a bagunça dentro dele, mas quando o que lhe angustia , que foi a magoa que causou a Querovida, isso ele não resolveu, logo ele pensa nisso, falta resolver isso TAMBÉM. Ele não fala de Queróvida, ele fala de erros e de consertá-los, fala de gostar muito de uma pessoa e de se arrepender por amgoá-la.

Pessoal, isso mesmo, esse é o espírito do projeto, perguntem e critiquem.

quem não sabe meu e-mail ainda, ele é : fabrislugoboni@hotmail.com

(20) A informação que não foi dada, apenas vibrações de um acorde mal feito.

Entrando no seu prédio, o porteiro chamou Menosqueu na guarita e lhe disse que Queróvida havia vindo buscar os documentos dos tais negócios. Menosqueu ouviu o que o porteiro lhe tinha lhe dito, não perguntou nada, disse obrigado e subiu para seu prédio dizendo a ele mesmo: - Apenas vibrações de um acorde mal tocado, aceite meu caro Eu, espere, e toque de novo!Seu estômago ainda doía e concluiu que não adiantava tocar os acordes um em cima do outro, tinha de esperar o tempo pará-las. E como sempre o Tempo estava presente na vida do nosso amigo. Em casa continuou a escrever a carta a Queróvida, não tinha certeza de que a entregaria mais, mas continuava escrevendo e esperava o momento certo, para tocar as notas e acordes certos. Mas a dúvida era: Qual é o momento certo, e se perder o compasso da música? Essas respostas ele não tinha uma teoria formada pra isso ainda. Só sabia que seu estômago doía e muito. O que o bêbado amigo não disse a Menosqueu é que as cordas quando vibram modificam a composição não só da musica dele, mas também de todos os outros, a vibração vai seguindo por toda a corda e modificando a sua anatomia logo deformando, e quando isso acontecesse? O que tinha de fazer? E se decidiu por apertar as cordas, bem firme, e se segurar no seu violão e jamais largá-lo. E independente do caminho, tentar compor a mais bela melodia, mas agora era tempo de esperar as cordas pararem, e pelo andar da carruagem, não demoraria muito e sobre apertar as cordas, isso era outro assunto. Sentou na escrivaninha e começou a escrever um texto para o Batista e como sempre estava atrasado. E não havia outro assunto para a crônica daquela noite a não ser: A Teoria das Cordas.

(19) Se a vida é um violão, toque direito Menosqueu!

Menosqueu ainda se sentindo fadigado, tentou achar o caminho de casa e juntamente pensava nas palavras de Collegazo. Se a vida era um violão, definitivamente Menosqueu, não sabia toca-lo. E pensava que de fato a vida era um violão, tocou a nota errada e não esperou ela parar de vibrar para tocar outra, e foi fazendo um barulho horrível, que ninguém poderia agüentar. E como sempre o tempo, faria aquela horrenda melodia parar de tocar, para começar novos acordes,e tocar a música certa nos ouvidos de Queróvida, e ela escutaria? Talvez, se a musica dela não estivesse alta também. E que se como não bastasse a horrível musica que tocava, Menosqueu fez questão de tocá-la bem forte, com toda sua força os acordes errados. E demoraria muito, mais muito tempo para essas cordas pararem. As cordas nada mais eram do que conseqüências e as notas as atitudes. Menosqueu achou que estava tocando a mais demoníaca música para os ouvidos dele e de Queróvida, além de todos os que estava a sua volta.
Collegazo, era um formador de teorias, como Menosqueu e ai estava mais uma que Menosqueu agregava a sua vida. “Espere até Byron souber dessa Teoria das Cordas!” – pensou Menosqueu. Estava em casa novamente e seu estômago ainda doía.

(18) O bêbado mais sábio do mundo.

Aquela dor o incomodava de tal forma que não conseguia ficar parado no lugar, andava de um lado para o outro, dentro daquele apartamento. Mas aquele lugar lhe fazia mal, Aquela dor desordenava seus pensamentos e não era aquilo que ele precisava, desceu as escadas se apoiando com a mão no ventre, o porteiro abriu o portão ele saiu sem destino, o porteiro lhe chamou para lhe dar alguma informação, mas não deu ouvidos, não tinha consciência nem discernimento para falar com ninguém. E andou, andou até suas canelas latejarem, mas não ligava, andava até o suor se sobrepor à camisa e andou, andou por lugares que nunca passou, estava perdido, mas isso não era importante, até que a exaustão lhe venceu, sem fôlego parou, tossindo sem ar nos pulmões e seu estômago á doer.Quando um homem fedendo cachaça, trombou e caiu junto a Menosqueu, Menosqueu sem saber o que acontecia saiu de baixo do mendigo e ajudou ele a se levantar. Nesse processo, ele olhou dentro do capuz, daquela grossa capa e espantou-se:- Collegazo?- É o Menosqueu? Aquele vagabundo? – perguntou aquela voz enrolada e fedorenta.Eram inconfundíveis aqueles olhos. Menosqueu e Collegazo eram amigos no tempo de faculdade, Collegazo era um homem inteligentíssimo, mas a faculdade não era o lugar dele, o mundo era seu quintal. Ele não chegou a terminar o segundo ano com Menosqueu e Menosqueu se lamentava por isso, a Publicidade perdeu uma grande cabeça. Menosqueu estava feliz e triste ao mesmo tempo, feliz por ver seu amigo, e triste por vê-lo daquele jeito.E sentaram-se no meio fio, Menosqueu ainda buscando fôlego, e Collegazo bebericando uma garrafa quase vazia de vodka:- Eis, ao meu lado o grande Menosqueu, o publicitário! – disse Collegazo.- Nem tão grande, amigo! – retrucou Menosqueu.- O que me falas da vida Menosqueu ? pergunta o Mendigo.- Ah, velho amigo a vida esta caminhado, me encontrei a pouco tempo e o pior, encontrei muita bagunça. E estou arrumando, mas me falta uma vassoura! Entende- Como entendo, na minha vida eu deixei a bagunça se instalar. – Disse Collegazo antes de uma golada na garrafa e matá-la inteiramente. - Como deixou isso acontecer, Collegazo? – Estupefato perguntou Menosqueu. - Ah, my friend (falava muito bem o inglês, e deixa escapar algumas expressões de vez em quando) quando nascemos, Deus nos da um violão para tocarmos nossas vidas e somos obrigados a compor uma música, e escolhemos, ou o Mi, ou o Fá, Si , o Dó enfim, todas as notas, ao escolhermos uma nota para tocá-la, mas veja bem, você não sabe se é a certa, apenas escolhe e dedilha essa escolha, isso vibrará a corda do violão e essa corda não parará de vibrar enquanto a força dela não acabar, e isso vai moldando a música, a sua música, e quem a faz é você. Eu tive que escolher, ou tocava a música certa, ou tocava a minha música, a que eu inventasse, e escolhi a minha, toquei pelo o mundo a fora, errei alguns acordes e esperei eles pararem de tocar, e toquei de novo. E não me arrependo de tocar a minha música! – disse isso levantando-se e ensaiando alguns passos de dança, impotente de tal façanha, deitou-se e dormiu com um sorriso de criança no rosto.Menosqueu achou melhor não acordá-lo, escreveu num bilhete seu endereço assinando: Menosqueu, o vagabundo. E se foi pensando nas palavras daquele filosofo cuja sua faculdade era o mundo, seu professor era a vida, e o giz e a lousa era a garrafa de vodka.